"Ajudem-me, por favor: lembrem-me uma coisa importante que Helena Roseta tenha feito em 35 anos de vida política profissional."
João Pinto e Castro in ...bl-g- -x-st-
sexta-feira, 18 de maio de 2007
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Velho
Na Fnac, vi um velho na secção de hard-rock. Achei graça.
Com um pouco mais de atenção, olhei novamente para o velho: calvo, algumas rugas, devia ter uns quarenta anos. E continuei a achar graça a um velho (de quarenta anos) na secção de hard-rock.
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Eu tenho 37 anos, lembrei-me.
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1º pensamento: estou velho.
2º pensamento: hard-rock é coisa de velho.
3º pensamento: sou um velho com olhar de adolescente.
4º pensamento: ser um velho com olhar de adolescente é bom (não é?!).
5º pensamento: já percebo os olhares espantados dos putos quando me vêem a vasculhar a secção de BD, à procura de novos volumes da edição portuguesa do Sandman (já saiu, finalmente, o terceiro).
6º pensamento: vou deixar de achar graça a velhos (como eu) na secção de hard-rock. Mas vou continuar a achar graça a ver velhos (como eu) na secção Alternativa/Independente (o novo do Rufus é bom, muito bom. Comprem - sejam vocês novos ou velhos).
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Deliciosamente angustiante
Her Green plastic watering can
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth.
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans.
to get rid of itself.
And It Wears Her Out, it wears her out
It wears her out, it wears her out.
She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns.
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins.
And It Wears Him Out, it wears him out
It wears him out, it wears him out.
She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My Fake Plastic Love.
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run
And It Wears Me Out, it wears me out
It wears me out, it wears me out.
And if I could BE who you wanted
If I could BE who you wanted,
All the time, all the time, ...
Fake Plastic Trees - Radiohead
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Não mudes de emprego, não
Quarta-Feira (que já nem me lembro do que se passou na segunda e na terça):
- 9h - vi emails, li alguns, respondi a muito poucos, revi uma proposta
- 10h - apresentei uma sessão de formação e dei parte dela
- 11 h - tive reunião
- 13 h - almocei e li o jornal
- 14 h - apresentei a sessão da tarde da tal formação
- 15 h - outra reunião (fora)
- 17 h - vi emails, li alguns, respondi a todos os que li, marquei reuniões, revi apresentações e propostas, fiz pontos de situação com a minha equipa sobre os processos em curso
- 19 e tal, quase 20 h - bazei
Hoje:
- 9h - revi propostas
- 10h - reunião
- 12 h - revi apresentação, fiz ponto de situação com a minha equipa sobre a merda dos processos em curso, que nunca mais deixam de estar em curso
- 13h - almoço num belo posto de abastecimento da A1
- 15,30h - reunião em Aveiro
- 17.30h - partida de regresso para Lisboa
- 21h - casa
Amanhã:
- 9h - vou dar formação
- 10,30h - pontos de situação sobre u know, rever propostas, ver emails, ler nenhum, e responder nem pensar, enviar propostas para aprovação
- 11,00h - reunião
- 13,00h - almoço e ler jornal (se não me abafarem o Público, como é costume)
- 14,30h - reunião
- 16,00h - reunião
- 18,00h - ler os emails, responder aos emails, fazer pontos de situação, preparar a agenda para a semana, tentar finalmente concluir a merda dos processos em curso, fazendo umas chamadas e chateando-me, dar instruções à equipa com base nas reuniões todas que tive durante a semana, porque ainda não tive tempo
- 19,00h (I hope) - dar graças a Deus pelo fim-de-semana
segunda-feira, 7 de maio de 2007
sexta-feira, 4 de maio de 2007
O caminho penoso de Marques Mendes
Só com muita boa vontade - como a de Paulo Gorjão - se poderá afirmar que Marques Mendes tem alguma coisa a ganhar com a decisão que tomou relativamente à Câmara de Lisboa.
Um caminho penoso espera-o:
- Encontrar um candidato com um mínimo de credibilidade e um máximo de espirito de sacrificio (ou melhor dizendo, de masoquismo) é tarefa que parece impossível. Ainda que o consiga, perderá sempre as eleições;
- Carmona sente-se atraiçoado, e não tem absolutamente mais nada a perder. Se decidir falar, e forçar a nota do independente crucificado pela máquina partidária, Mendes passará um mau bocado. E que será bastante agravado caso Carmona não seja acusado;
- As eleições darão palco mediático a Paulo Portas, que não perderá esta oportunidade de transformar as atitudes de Mendes em "trapalhadas", ganhando território ao PSD;
- Numa lógica puramente partidária, Mendes nunca será perdoado por entregar de mão beijada ao PS a maior autarquia do País. Menezes vai conquistar mais apoio;
- PS vai continuar a considerar a decisão de Marques tardia, e mal justificada: é pela má gestão que Carmona deveria ter saído (como Jorge Coelho já argumentou, na Quadratura do Circulo).
Marques Mendes tem, realmente, um caminho penoso pela frente. Veremos se sem saída.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
No alarms and no surprises
Feito o teste European Political Ideologies - via Insurgente - os resultados que esperava:
#1 Market liberal
#2 Social liberal
#3 Anarcho-capitalist
#4 Social democrat
#5Third Way
#6 Ecologist or green
#7 Christian democrat
#8 Libertarian conservative
#9 Classical socialist
#10 Fascist
#11Anarcho-communist
#12 Communist
#1 Market liberal
#2 Social liberal
#3 Anarcho-capitalist
#4 Social democrat
#5Third Way
#6 Ecologist or green
#7 Christian democrat
#8 Libertarian conservative
#9 Classical socialist
#10 Fascist
#11Anarcho-communist
#12 Communist
David Lynch filma na Madeira?
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Um autêntico filme de David Lynch este "filme" na Madeira: incompreensível e surreal.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Cadeiras e sofás
Há mais de 40 anos, Bella Guttman disse que o Benfica não tinha rabo para duas cadeiras.
Nesta semana, Chelsea e Man Utd mostraram um rabo encolhido, e vão ver a final da Champions sentados, sim, mas num sofá.
terça-feira, 1 de maio de 2007
Posicionados na Extrema-Esquerda
A tradição é mais ou menos o que era
Hoje, com uns amigos, agarrámos numa quantidade exagerada de sandes, sumos e guloseimas, e rumámos para Mora, com o seguinte programa:
- Piquenique;
- Visita ao Fluviário.
O piquenique teve lugar no "parque de merendas" do tal Fluviário, que estava com lotação esgotada.
Numa mesa contígua, uma familia comia a bela da "sande", como nós, mas enquanto nós chupávamos Compalzinho através de palhinhas (uns panilas, é o que nós somos), a outra familia, mulheres incluídas, emborcava o belo do tintol.
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A tradição ainda é o que era? Mais ou menos: eles emborcavam o tintol em copinhos do Noddy.
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Ah, e o Fluviário é giro. Vão lá. Até têm piranhas. A sério.
E quando forem não se esqueçam da "sande", do tintol e dos copinhos (do Ruca também serve).
Nem bons ventos, nem bons prolongamentos
Derrota de Mourinho contra uma equipa treinada por um espanhol, recheada de jogadores espanhóis, num jogo apitado por um árbitro espanhol, e com um golo à Camacho.
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No dia do trabalhador, até a Padeira de Aljubarrota folgou. Para o ano há mais.
Um líder que está a matar todos os dias o PSD
Marques Mendes, por desespero ou simples ausência de ideias, encostou hoje o PSD mais à esquerda que nunca. Disse que o Governo Socialista "consegue ultrapassar o PSD pela Direita", retomou a obsessão pelo défice («Por este caminho, Portugal arrisca-se a ter as contas públicas em ordem, mas não ter nem economia nem emprego»), reclamou apoios às pequenas empresas, discursou, enfim, como se fosse líder do PCP.
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«Este Governo está a matar todos os dias o Estado social em Portugal" disse Mendes, o que é, infelizmente, mentira. O que é, também infelizmente, verdade, é que este líder está a matar todos os dias o PSD.
1970: o melhor álbum de Chico Buarque em 20 anos
1970 é o melhor álbum de Chico Buarque dos últimos 20 anos.
Este trabalho tem duas particularidades: nenhuma canção é da autoria de Chico Buarque e nenhuma canção é interpretada por Chico Buarque. Confusos?
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JP Simões compôs como Chico (e que bem compôe o moço) e interpreta à JP Simões (e que bem interpreta o moço).
E ainda teve tempo para uma versão (uma réplica, melhor dizendo - e isto é um elogio) de Inquietação de José Mário Branco.
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Agarrem lá nuns euritos e vão comprar o CD do rapaz, vá.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
O Artur Jorge simpático
Os piores "maus líderes" são aqueles que disfarçam por mais tempo a sua mediocridade.
Bons exemplos: Guterres na política e Fernando Santos no futebol.
Humanistas, humildes, católicos, são, em suma, aquilo a que se costuma chamar "bons homens". E em Portugal adora-se um "bom homem". E essa capa cobre as suas lacunas, as suas más decisões, a sua mediocridade, até ao insustentável. Mas neste caminho de lento descobrimento, estes líderes vão arrastando bons elementos e boas equipas para a mediania, afectando os resultados. E quando a capa de "bom homem" subsiste não é o líder que se pôe em causa, já é a equipa. O "bom homem" não tem culpa, faz o que pode. Precisa de melhores elementos.
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Fernando Santos, um "bom homem", tem o condão de aguentar as suas equipas em condições de vencer quase até ao fim. Fê-lo no segundo ano no Porto, no Sporting e agora no Benfica.
Vai disfarçando a sua incapacidade, até perder tudo. E nesse caminho, os seus jogadores pioram, perdem confiança, regridem.
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O pior é que já se pôe a equipa em causa. "Faltam mais e melhores jogadores", diz-se por aí. "Não se esforçam", reclama-se.
Se Fernando Santos continuar, lá vão todos perceber para o ano que afinal o "bom homem" é um mau treinador. Mas nesse caminho, há bons jogadores que vão sair, outros que vão piorar, e destrói-se uma equipa.
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O Fernando Santos não passa de um Artur Jorge simpático. Eu passo bem sem outro Artur Jorge. Principalmente se for simpático.
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