domingo, 7 de outubro de 2007

Coffee and cigarretes (2ª semana)

Um amigo meu, mais velho e sempre muito preocupado com a imagem, disse-me, há uns anos, algo inesquecivel: "Puto, quando te conheci eras o Vanderloo. Agora, és uns nojo de homem".

É daquelas frases que de vez em quando me batem na testa.
Na minha recentissima senda de deixar de ser um nojo de homem, tenho a dizer que na sexta-feira, depois de 1,30h de bicicleta, o meu peso registava menos 1,5 quilitos do que na semana passada.

Os 40 minutos de bicla de hoje foram impotentes para suster os efeitos do Assuka e do Haagen-Dazs de sábado à noite: regressei aos 90.

Tal como no monopólio, regressei à casa de partida. Mas a luta continua!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Blitz

Recomecei a ler a Blitz nas férias de verão. A ultima vez terá sido há uns 20 anos, ainda em formato jornal.
É uma revista interessante da primeira à ultima página, com gente apaixonada por música que escreve sobre ela de forma perceptível, e não como se estivesse a ensaiar, em cada crónica sobre um disco, uma tese de doutoramento (como acontece com a maioria dos críticos da nossa praça).


Comprem. É mais barato do que um maço de tabaco e pode ser lido em recintos fechados.

domingo, 30 de setembro de 2007

Coffee and cigarettes (1ª semana)

O café já foi, que não me fazia falta nenhuma, apesar de beber entre 4 a 6 por dia.

A seu tempo também irão os cigarros, mas para isso tenho que perder uns quilos.





Já comprei uma bicla, e hoje já foi uma 1,30 h de pedal, e uns 3 litros de suor.
Durante a semana, vou voltar ao peixinho grelhado, para ver se deixo de ter um peso de peso.




Começo com uns belos 90 quilos. Para a semana voltamos a falar.

Dedicado à minha cunhada mais velha, perdão, mais antiga, perdão, mais madura, perdão, mais experiente



Rendo-me: são, de facto, igualzinhos. Tipo Sofia Loren e Odete Santos.

Recado

Bacano (sim, tu!): como é que ficou o nosso pãozinho? Já arranjaste nome não-passível-de-processo para a coisa?

Ide ler, ide

"O que é (e notem que cito) a «geração broche»?"

Pedro Mexia in Estado Civil

Vida mais facilitada


A vitoria de Menezes nas directas do PSD simplificou-me a vida.
Já sei, a cerca de dois anos de distância, como vou votar nas legislativas.








Reequilíbrio

A saída de Fernando Santos do Benfica aliviou-me de uma forma transcendente. Voltei a ver o Benfica com alegria e com o irracional, e irritante (para os outros), optimismo de outrora.

Benditos sovacos suaditos do Camacho, que substituíram aquele esgar de quem não consegue cagar desde 1967.

De regresso

Depois de mudar de casa, estive ocupado a mudar de emprego. Deixei uma espécie de circo mafioso, em que, apesar de passar momentos muito maus, aprendi muito, e fiz coisas que me orgulham. Mas continuar era, simplesmente, uma loucura.
Tive a sorte de poder mudar para um bom projecto, muito ambicioso e exigente q.b., e que me permite empurrar o trabalho para o seu canto.
Voltei a ter grande disponibilidade mental para me dedicar ao mais importante: familia, amigos, Benfica, música, filmes, livros, ... e também aqui, à Casa Desassombrada, que foi, por uns tempos, uma Casa Desocupada.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Centro Cultural de Berardo

O CCB foi uma obra alvo de grande polémica, polémica essa que se desvaneceu, completamente, com o tempo. Tornou-se num foco de diversidade cultural, sem nunca perder a coerência, cumprindo aquilo que me parece o essencial num "aparelho" cultural: chegou às pessoas. E a muitas.
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O Centro Cultural de Belém desapareceu e deu agora lugar ao Centro Cultural de Berardo. Contudo, Berardo não me merece nenhuma crítica. Limitou-se a defender os seus interesses. Não era a ele que competia defender os nossos interesses, era ao Governo. E a Sócrates, principalmente, que arrumou o assunto, com a cegueira costumeira, que alguns ainda teimam em chamar convicção.

sábado, 16 de junho de 2007

Aos 1126 dias

A minha filha começou por manifestar a sua vontade em convidar os seus amigos para vir cá a casa. Depois, foi mais longe: quer ir ao Algarve com eles. E de carro.
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Ser pai inclui saber lidar com a progressiva independência dos filhos, e eu tento estar preparado para os gritinhos de Ipiranga que vão aparecendo aqui e ali.
E querer convidar amigos para casa e ir para o Algarve com eles, não tem nada de mais... para um adolescente, ou, pronto, um pré-adolescente.
Mas o raio da míuda tem 3 anos, catano. Se ela aos 3 anos já quer ir curtir para o Algarve, o que me espera aos 6? O InterRail? E aos 9? Manifestações anti-globalização?

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Aos 1121 dias

Eu num lado, ela no outro, com a bola.
Ela aponta e diz: o pai é do Benfica. E eu...
(Pânico. Num micro-segundo, passa-me pela cabeça que o director da escola é do Sporting. Será que ele se armou em espertinho e lhe ensinou a dizer que é do Sporting? Pior: será que alguma educadora ou mesmo uma mãe ou pai lhe ensinaram a dizer que é do Porto? E se ela disser, o que é que eu faço? Dormir sem jantar? Escondo-lhe os brinquedos? Malas à porta? Sova monumental? Ou simplesmente desato a chorar?)
...também sou do Benfica.
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Alívio. Os fundamentos essenciais a uma boa educação já lá estão. Entranhados.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Janssen? Venha ele

O Benfica está interessado no holandês Tim Janssen. Sobre Janssen pode-se ler no wikipedia o seguinte:
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"Tim Janssen (Eindhoven, 6 maart 1986) is een Nederlandse voetballer die op dit moment voor RKC Waalwijk speelt. Hij staat bekend als een talentvolle spits."
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Não percebo um boi de holandês, mas "talentvolle" soa muito bem.
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Venha ele!

domingo, 3 de junho de 2007

Aos 1112 dias

A mãe ia para um jantar de galinhas. Para despistar um eventual descontentamento pela ausência da mãe, adiantei logo um programa fabuloso: "Vamos jantar na sala!".
A minha filha alinhou. Fizemos corridas para ver quem é que levava primeiro os guardanapos, o pão, quem é que chegava primeiro ao quarto, lutámos pelo babete, enfim, uma enorme diversão.
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E assim, ela não se queixou da falta da mãe, e eu pude ver o Bélgica-Portugal. Ou melhor, pudemos ver - sim, que ela já disse à mãe, espontaneamente, que gostava de futebol (orgulho do pai...).

Bloco amolece

Isto poderia ter sido uma moção vencedora num congresso do PS, bastaria trocar o "Governo de Sócrates" por um do PSD.
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Estava eu à espera de mais uma causa fracturante, uma coisa tipo "lutar pelo direito dos casais homossexuais, imigrantes e toxicodependentes em adoptar crianças" e sai-me isto?
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O Bloco está a amolecer.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Aos 1111 dias

- Boa tarde.
- OLHA, O PAI. JÁ VISTE O PAI?
- Então, estás a brincar cá fora?
- POIS ESTÁ. HOJE O TEMPO ESTEVE BOM.
- Estás com as mãos tão sujas...
- EU JÁ PEDI PARA TER UMA MANGUEIRA CÁ FORA, PARA OS PAIS OS PODEREM LAVAR ANTES DE IREM PARA CASA.
Nota: hoje foi um dos raros e felizes dias em que pude ir buscar a minha filha à escola. Venho é sempre com os ouvidos a zunir: falar com educadoras no final do dia, é como ficar ao pé de uma coluna num concerto dos Metallica.